Postado dia 05/12/2021 11:12:32
Phil Spencer diz que o modelo atual do Xbox "poderia ter mantido a Bungie" na empresa
Para quem não sabe, a Microsoft comprou a Bungie, e depois vendeu para a própria administração
XSERIESXXONE


Voltando na máquina do tempo quando a Microsoft iniciou a vida do Xbox, muitas tomadas de decisões foram feitas, desde contratar executivos e nomes de empresas como Sony e Sega para liderar o novo empreendimento até o investimento em uma tecnologia parecida com a de PCs, e algo que a Microsoft se focou foi em comprar estúdios para serem seus.

Nisso, nomes como Lionhead Studios (Fable, Black & White), Rare Ltd. (Banjo, GoldenEye, Donkey Kong), Ensemble Studios (Age of Empires, Rise of Nations), FASA Interactive (MechWarrior, Shadowrun, Crimson Skies), Digital Anvil (Freelancer, Brute Force) e Bungie foram comprados pela empresa, com essa última sendo adquirida em 2000 por quase US$ 100 milhões com a promessa de entregar no lançamento do Xbox OG o killer-app do console, Halo: Combat Evolved.

O jogo fez um tremendo sucesso, surpreendendo muitos críticos, já que Halo originalmente seria um RTS exclusivo de MacOS e se tornou um FPS de console, tipo de jogo que não fazia muito sucesso nos consoles, especialmente os que tinham Multiplayer, e mudou toda a indústria a partir daí, ganhando nota 97/100, vendendo mais de 5,5 milhões de cópias e levando o prêmio de Game of the Year da Academia de Artes & Ciências Interativas.

Halo foi pensado para ser apenas um único jogo, sem qualquer sequência, mas o sucesso do jogo fez com que a Microsoft pedisse para que o jogo protagonizado por Master Chief se tornasse uma franquia inteira. A partir daí saiu o problemático Halo 2, jogo feito em cima de um enorme Crunch-time e problema interno na Bungie, que queria cancelar o jogo em 2003 devido a todo o caos na sua produção, mas felizmente tudo se saiu bem no final.

Após o Halo 2, a Bungie começou a se perguntar se valia a pena se manter como estúdio subsidiário de uma editora (no caso uma First-Party), e após verem o sucesso da Epic Games e BioWare ao lado da Microsoft com Gears of War e Mass Effect, porém sendo estúdios independentes, a criadora de Halo fez um acordo com a Microsoft; Caso o Halo 3 se saísse melhor em críticas/vendas que os jogos anteriores, a Microsoft deixaria-os voltarem a ser independentes outra vez.

E bem, voltando agora para 2021, sabemos como essa história terminou. Halo 3 foi extremamente aclamado, a Bungie se tornou novamente um estúdio independente em 2007 com a Microsoft mantendo uma porcentagem minoritária no estúdio, com o acordo de que eles teriam que lançar mais 3 Halo's para serem ''totalmente livres''.

Daí tivemos Halo 3 ODST, Halo Wars e Halo: Reach, e após esse último, a Microsoft vendeu todo o resto do que ela possuía da Bungie de volta para a mesma, e o estúdio formou um acordo de 10 anos com a Activision, de Call of Duty, para publicar sua Nova IP dos sonhos, Destiny (jogo que originalmente era o conceito do futuro de Halo pela Bungie, mas que a dona do Xbox se recusou a financiar).

Nessa última semana, Phil Spencer, atual CEO e chefe de Xbox, que em 2007 ainda era apenas chefe da Microsoft Studios Europe, comentou sobre o fim do relacionamento entre Bungie e Microsoft em 2007 com o portal de jogos Axios, e disse acreditar que o moderno ecossistema da Microsoft poderia ter permitido à empresa manter a Bungie sob suas asas, com maior liberdade para agirem como gostam, e podendo lançar jogos para o PC, algo que a Bungie sempre pediu para fazer quando estava dentro da Microsoft, mas a empresa recusava.

“Na época, eles tinham grandes ambições. Eles haviam vendido seu negócio para nós por uma certa quantia em dinheiro. Eles viram no que Halo se transformou. E é como, 'OK, a Microsoft se beneficiou mais do que nós [Bungie] com o sucesso de Halo.' Não há outra história que possa ser escrita lá.”

Ele continuou, referindo-se ao grande sucesso da Bungie sem a Microsoft por trás, o jogo que ditou a última geração de consoles e estabeleceu o mercado de Games-as-a-Service como o grande palco do futuro, Destiny:

“Se você me disse, 'Ei, acho que tenho outro desses jogos incríveis para te mostrar. Eu realmente quero ter outra chance, eu com certeza pensaria diferente. “Hoje eu posso entender o fascínio de fazer isso como uma empresa independente.”

Quando questionado se achava que a separação da Microsoft era inevitável ou se a gigante da tecnologia conseguiria manter a Bungie com eles, ele respondeu:

“Poderíamos fazer isso hoje? Acho que poderíamos.”

E você, o que pensa sobre o assunto? Consegue imaginar um futuro onde após Halo: Reach, a Bungie continuaria produzindo os jogos da série, ao mesmo tempo que poderiam ter lançado Destiny, porém debaixo da Microsoft? Deixe o que você pensa abaixo, no campo de comentários.

Visualizações: 171


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Voltando na máquina do tempo quando a Microsoft iniciou a vida do Xbox, muitas tomadas de decisões foram feitas, desde contratar executivos e nomes de empresas como Sony e Sega para liderar o novo empreendimento até o investimento em uma tecnologia parecida com a de PCs, e algo que a Microsoft se focou foi em comprar estúdios para serem seus.

Nisso, nomes como Lionhead Studios (Fable, Black & White), Rare Ltd. (Banjo, GoldenEye, Donkey Kong), Ensemble Studios (Age of Empires, Rise of Nations), FASA Interactive (MechWarrior, Shadowrun, Crimson Skies), Digital Anvil (Freelancer, Brute Force) e Bungie foram comprados pela empresa, com essa última sendo adquirida em 2000 por quase US$ 100 milhões com a promessa de entregar no lançamento do Xbox OG o killer-app do console, Halo: Combat Evolved.

O jogo fez um tremendo sucesso, surpreendendo muitos críticos, já que Halo originalmente seria um RTS exclusivo de MacOS e se tornou um FPS de console, tipo de jogo que não fazia muito sucesso nos consoles, especialmente os que tinham Multiplayer, e mudou toda a indústria a partir daí, ganhando nota 97/100, vendendo mais de 5,5 milhões de cópias e levando o prêmio de Game of the Year da Academia de Artes & Ciências Interativas.

Halo foi pensado para ser apenas um único jogo, sem qualquer sequência, mas o sucesso do jogo fez com que a Microsoft pedisse para que o jogo protagonizado por Master Chief se tornasse uma franquia inteira. A partir daí saiu o problemático Halo 2, jogo feito em cima de um enorme Crunch-time e problema interno na Bungie, que queria cancelar o jogo em 2003 devido a todo o caos na sua produção, mas felizmente tudo se saiu bem no final.

Após o Halo 2, a Bungie começou a se perguntar se valia a pena se manter como estúdio subsidiário de uma editora (no caso uma First-Party), e após verem o sucesso da Epic Games e BioWare ao lado da Microsoft com Gears of War e Mass Effect, porém sendo estúdios independentes, a criadora de Halo fez um acordo com a Microsoft; Caso o Halo 3 se saísse melhor em críticas/vendas que os jogos anteriores, a Microsoft deixaria-os voltarem a ser independentes outra vez.

E bem, voltando agora para 2021, sabemos como essa história terminou. Halo 3 foi extremamente aclamado, a Bungie se tornou novamente um estúdio independente em 2007 com a Microsoft mantendo uma porcentagem minoritária no estúdio, com o acordo de que eles teriam que lançar mais 3 Halo's para serem ''totalmente livres''.

Daí tivemos Halo 3 ODST, Halo Wars e Halo: Reach, e após esse último, a Microsoft vendeu todo o resto do que ela possuía da Bungie de volta para a mesma, e o estúdio formou um acordo de 10 anos com a Activision, de Call of Duty, para publicar sua Nova IP dos sonhos, Destiny (jogo que originalmente era o conceito do futuro de Halo pela Bungie, mas que a dona do Xbox se recusou a financiar).

Nessa última semana, Phil Spencer, atual CEO e chefe de Xbox, que em 2007 ainda era apenas chefe da Microsoft Studios Europe, comentou sobre o fim do relacionamento entre Bungie e Microsoft em 2007 com o portal de jogos Axios, e disse acreditar que o moderno ecossistema da Microsoft poderia ter permitido à empresa manter a Bungie sob suas asas, com maior liberdade para agirem como gostam, e podendo lançar jogos para o PC, algo que a Bungie sempre pediu para fazer quando estava dentro da Microsoft, mas a empresa recusava.

“Na época, eles tinham grandes ambições. Eles haviam vendido seu negócio para nós por uma certa quantia em dinheiro. Eles viram no que Halo se transformou. E é como, 'OK, a Microsoft se beneficiou mais do que nós [Bungie] com o sucesso de Halo.' Não há outra história que possa ser escrita lá.”

Ele continuou, referindo-se ao grande sucesso da Bungie sem a Microsoft por trás, o jogo que ditou a última geração de consoles e estabeleceu o mercado de Games-as-a-Service como o grande palco do futuro, Destiny:

“Se você me disse, 'Ei, acho que tenho outro desses jogos incríveis para te mostrar. Eu realmente quero ter outra chance, eu com certeza pensaria diferente. “Hoje eu posso entender o fascínio de fazer isso como uma empresa independente.”

Quando questionado se achava que a separação da Microsoft era inevitável ou se a gigante da tecnologia conseguiria manter a Bungie com eles, ele respondeu:

“Poderíamos fazer isso hoje? Acho que poderíamos.”

E você, o que pensa sobre o assunto? Consegue imaginar um futuro onde após Halo: Reach, a Bungie continuaria produzindo os jogos da série, ao mesmo tempo que poderiam ter lançado Destiny, porém debaixo da Microsoft? Deixe o que você pensa abaixo, no campo de comentários.


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