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Analise do jogo God of War: Ragnarök


Analise do jogo God of War: Ragnarök


Depois do avassalador sucesso de God of War de 2018, não é estranho todos os fãs estarem eufóricos pela a sua sequência. Dito isso, temos aqui em primeira mão a análise de God of War Ragnarök para vocês descobrirem se essa nova etapa da jornada de Kratos é tão boa quanto a sua antecessora. Então continue lendo e que iremos falar tudo sobre esse grande lançamento que está em pt-br tanto na legenda quanto na dublagem, juntamente 60 recursos de acessibilidade.

Um conto épico que apresenta a melhor versão de Kratos

Passaram três anos desde o final de God of War (2018) e aqui temos Kratos e Atreus vivendo numa Midgar repleta de gelo, por conta do inverno interminável causado por culpa de suas ações no jogo anterior. Logo de começo vemos uma nítida mudança na dupla, onde Kratos está mais protetor e menos marrento, enquanto seu filho já é um adolescente e, como tal, está repleto de questionamentos. Infelizmente esses questionamentos não são relacionados com a puberdade, uma vez que suas dúvidas estão diretamente relacionadas ao seu destino como Loki.

God of War Ragnarök traz uma narrativa repleta de camadas onde podemos inicialmente uma busca pela verdade, um desenvolvimento ainda mais profundo da relação de pai e filho, uma expansão extremamente significativa deste mundo nórdico, diversas histórias sobre personagens intrigantes, a busca para superar um destino pré-definido e, por fim, o melhor desenvolvimento de Kratos durante toda a saga de God of War.

Falando sobre os personagens, aqui temos um aprofundamento em todos que já haviam sido apresentados anteriormente, onde descobrimos mais sobre o passado da dupla de anões, temos a continuação da história de Freya e inserção de vários outros que são extremamente relevantes para a aventura de Kratos e Atreus. Até mesmo os novos são bem trabalhados como, por exemplo, Thor e Odin. Por mais que se posicionem como antagonistas, temos um desenvolvimento sobre eles mostrando o “outro lado da moeda” para compreender o motivo de suas ações e ambições. Inclusive, Odin é uma ótima inserção na narrativa do jogo se levarmos em conta todas as suas nuances.

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Kratos, por sua vez, está ainda mais humanizado em sua busca de ser realmente um bom pai, principalmente pela sua preocupação com Atreus. Se em determinado momento ele queria evitar o filho com o intuito de protegê-lo, agora ele busca estar próximo e apoiá-lo ao mesmo tempo que se faz de escudo. Por conta disso novas divergências entre pai e filho ocorrem, fazendo com que diversas vezes os dois precisem parar e conversar para entender melhor a preocupação que há entre eles. Outro ponto alto é que vemos isso não somente em falas, mas a própria linguagem corporal de Kratos revela o receio em tomar certas atitudes que demonstrem maior afeto.

Ainda falando sobre o protagonista, outro ponto que vale a pena ser citado é que agora ele está aceitando melhor o seu passado. Então há mais diálogos envolvendo as histórias que Kratos vivenciou na Grécia.

Para concluir essa parte referente a narrativa, devo dizer que é extremamente importante fazer as missões opcionais, pois além de trazer mais recursos também carrega consigo diversas narrativas que trazem desenvolvimento aos personagens e o mundo de God of War Ragnarök.

Analise do jogo God of War: Ragnarök


Gameplay visceral e muito dinâmico

God of War de 2018 já se destacava em seu gameplay, porém, Ragnarök consegue trazer consigo uma evolução notável na jogabilidade. Logo de começo já temos diversas implementações que no jogo anterior eram upgrades de Kratos, fazendo com que o game traga um ar de continuidade real invés daquele bom e velho caso do protagonista simplesmente perder todas as suas armas e implementações no intervalo de um jogo para o outro. Consequentemente temos novas possibilidades para o gameplay, trazendo extensões dos combos e novas habilidades para o fantasma de Esparta.

Junto disso também foram adicionados diversos equipamentos novos e consequentemente vários efeitos de buffs passivos permitindo que você faça inúmeras builds para Kratos e seu acompanhante. E sim, não especifiquei Atreus, pois uma das implementações de God of War Ragnarök é que teremos outros assistentes além do menino e alguns deles possuem até mesmo seu próprio set de equipamentos e habilidades. Apesar dessa implementação, você terá ao seu lado o personagem que a história exigir, invés de poder selecioná-lo a bel-prazer.

Há mais duas surpresas relacionadas ao gameplay, contudo, não iremos contar a primeira, pois é muito mais gratificante descobrir enquanto está jogando, pois o contexto disso juntamente da cena representa um dos pontos altos do jogo. Entretanto, trata-se de algo que traz diversas possibilidades tanto no combate, quanto na exploração. Enquanto a segunda trata-se de que Kratos não é o único personagem jogável.

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Os nove reinos e suas consequências

Durante a narrativa de God of War Ragnarök, Kratos e Atreus vão retornar aos 9 reinos que já haviam sido apresentados anteriormente, mas desta vez iremos para localidades diferentes e conheceremos ainda mais sobre cada um deles. Inclusive, também seremos apresentados às consequências que a última visita da dupla causou em cada um destes lugares.

Com o mundo mais vivo, visualmente bonito e a oportunidade de exploração será possível seguir com a história principal ou desvendar os segredos do reino em que você estiver. Muitos caminhos são, inicialmente, bloqueados para que você possa retornar após conseguir uma habilidade ou equipamento novo.

As missões secundárias e colecionáveis são muito bem posicionadas, onde você terá acesso a maioria apenas seguindo o fluxo narrativo do jogo. Um exemplo bem bobo é que em determinado momento, eu concluí a história principal envolvendo Niflheim e ao lado do portal (que me levaria para o próximo reino) tinha uma missão secundária. Optei em fazê-la e numa sequência acabei realizando mais três missões e confrontei alguns chefes opcionais, tudo isso de uma maneira levemente linear.

Falando nas missões secundárias, aqui temos algumas de colecionáveis como destruir os corvos de Odin, auxiliar seus amigos a resolverem pendências do passado, algumas aleatórias e, por fim, confrontar os poderosos berserkers que possuem o mesmo papel que as valquírias tinham em God of War de 2018.

Elden Ring pode ter sido um mundo aberto estonteante com a sua profundidade, quantidade de localizações e número absurdo de chefes. Porém, mesmo eu sendo fã daquele jogo, admito que inúmeros combates eram repetitivos, por conta da sequência dos chefes opcionais que representavam algum grupo ser praticamente o mesmo. Contudo, em God of War Ragnarök temos batalhas diferenciadas, onde não há essa repetição de movimentos mesmo com uma grande quantidade de boss battle. Dito isso, o combate contra os Berserkers é um ótimo exemplo, pois diferente das valquírias que eram significantemente parecidas, aqui vemos personagens totalmente distintos. Enquanto um é focado em golpes pesados, outro abusava de sua velocidade para confrontos mais diretos, também tinha um que possuía dois assistentes e assim por diante.

O mundo de God of War Ragnarök não é apenas grande, mas também bastante singular seja em seus detalhes como também em seus chefes.

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Gráficos realistas e visualmente encantadores

God of War Ragnarök traz consigo gráficos extremamente belos, fazendo ótimo uso das tecnologias da nova geração. Mesmo utilizando o modo desempenho para focar na taxa de quadro invés da resolução, ainda somos entregues a um show de efeitos visuais.

Conseguimos notar cada cicatriz de Kratos, os detalhes de suas marcas de expressão, rugas e até mesmo as marcas da pele envelhecida. Outros fatores como cabelo dos personagens são extremamente detalhados e fluidos, fazendo com diversas horas a gente se pegue pensando se estamos jogando um jogo ou assistindo um filme. Inclusive, as expressões faciais são muito marcantes e conseguem apresentar gloriosamente os sentimentos que se passam no elenco do jogo. Inclusive, é impossível não admirar as mudanças das expressões de Freya, fazendo com que um simples olhar indique exatamente o que ela está pensando naquele momento.

Além dos personagens, o cenário também está bastante rico em seus detalhes. Ainda mais se levarmos em conta que durante a jornada somos transportados por nove reinos extremamente distintos e possuidores de biomas próprios, fazendo com que seu turismo virtual seja ainda mais completo.

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Áudio imersivo e que faz bom uso do 3D

Áudio 3D é uma das tecnologias que o Playstation 5 faz uso e God Of War Ragnarök consegue se aproveitar muito bem desta função. Em diversos momentos parei a jogatina e fiquei olhando em volta da sala para descobrir de onde estava vindo algum som, porém, era somente o áudio 3D me pregando uma peça. A imersão causada por esta função faz com que o jogador possa se sentir ainda mais dentro daquele ambiente que está sendo apresentado.

Outra característica que faz com que essa imersão seja ainda mais satisfatória é a trilha sonora que está excepcional e até mais memorável que aquela apresentada no primeiro jogo.



10.0

Nota Recebida.



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