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Analise do jogo LEGO Star Wars: The Skywalker Saga


Analise do jogo LEGO Star Wars: The Skywalker Saga

Há muito tempoem uma galáxia muitomuito distante… Essa frase icônica dá o pontapé inicial para todos os nove filmes de Star Wars, famosa franquia criada por George Lucas. Pois bem, prepare-se para ter um sentimento nostálgico ao lê-la novamente em LEGO Star Wars:
A Saga Skywalker, jogo que reproduz os episódios principais da saga.

Como já é de praxe nos games LEGO, o bom humor é o ponto-chave. A TT Games conta a história dos filmes com pitadas cômicas, tirando um pouco do peso dramático de certas cenas, para adaptá-las a públicos infantis. Afinal, não podemos esquecer: a LEGO é uma marca de brinquedos.

Apesar do gameplay divertido e da narrativa cômica (esta fiel aos filmes), o título ainda tem certos probleminhas técnicos que podem irritar os jogadores mais detalhistas. De qualquer forma, não deixa de ser uma boa experiência.

O Despertar da Força

Não há muito mistério quando falamos da história de LEGO Star Wars: A Saga Skywalker. O jogador pode se aventurar em todos os nove filmes da franquia, mas a princípio, apenas os capítulos iniciais de cada trilogia estão desbloqueados — ou seja, “Episódio IV: Uma Nova Esperança”, “Episódio I: A Ameaça Fantasma” e “Episódio VII: O Despertar da Força”. Para abrir os contos restantes, é necessário terminar essas aventuras.

Analise do jogo LEGO Star Wars: The Skywalker Saga

Este é um dos vários pontos positivos do game: a variedade de como o player pode jogar. Quer viver a jornada de Luke Skywalker? Vá em frente. Prefere saber como Anakin Skywalker se afundou no lado sombrio da Força? Sem problemas. Acha melhor entender como Rey Skywalker se tornou uma Jedi? Tudo bem também.

A grande diferença que os fãs encontrarão, em cada uma dessas trilogias, é a leveza e o bom humor. Cenas bobas, porém, divertidas, aparecem a todo momento. É possível flagrar o vilão Conde Dookan cantando enquanto toma banho ou até ver o temido Darth Vader se questionando muito sobre já ter sentido a presença de um certo alguém anteriormente — sem mais spoilers.

Analise do jogo LEGO Star Wars: The Skywalker Saga

O melhor de tudo é que essa “graça” não atrapalha em nada. Na verdade, os fãs encontram um jeito de novo de acompanhar os nove filmes já amados, mas de outra perspectiva. A essência dramática está lá, mas com um toque cômico que os instiga a prosseguirem jogando para verem como a TT Games adaptou os longas para torná-los mais infantis.

Outro destaque especial é a dublagem em PT-BR. Muitas das vozes dos dubladores dos filmes estão lá e causam uma sensação ainda mais nostálgica para o jogador. Aproveitando: sim, o game é completamente localizado para nossa língua.

O Império Contra-Ataca

Tiroteios de Blasters, batalhas de sabres de luz, guerras de espaçonaves… Todos esses elementos que amamos nos filmes, também marcam presença em LEGO Star Wars: A Saga Skywalker.

Os jogadores se aventuram por cenários abertos, em planetas e outros locais que já vimos nos longas, para cumprirem missões e realizarem atividades secundárias. Em meio a isso, é possível se aventurar com um time de heróis da sua escolha (se estiver no modo Livre) ou ficar atrelado aos personagens dos filmes (caso se encontre em quests da história principal).

Cada personagem tem foco em tipos de luta específicos: os Jedi, por exemplo, são peritos em combates com sabre de luz. Outros preferem atirar lasers, como Han Solo, enquanto os dróides servem para resolver puzzles (embora também saibam se defender).

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Quando o jogador se aventura pelo cenário, por muitas vezes, ele precisará trocar de personagem rapidamente (com o uso do L1), para solucionar quebra-cabeças simples. Isto porque, Obi-Wan Kenobi, apesar de ser um grande lutador, não consegue decifrar códigos para abrir portas, como R2-D2 faz.

Por outro lado, Obi-Wan e outras figuras em que a Força reside fortemente, têm o dom de erguerem objetos para atirá-los nos inimigos. Não só isso, mas eles podem influenciá-los a fazer algo ou até mandá-los pelos ares.

Estes guerreiros, obviamente, também são os protagonistas das principais lutas da campanha. Espere enfrentar muitas lutas de chefe — Palpatine, Darth Maul, Darth Vader e Conde Dookan são apenas alguns exemplos dos perigos enfrentados pelo jogador. Embora não sejam tão perigosos assim.

As boss fights de LEGO Star Wars: A Saga Skywalker não exigem muito esforço do player. Claro, se tratam de sequências elaboradas, mas o quesito dificuldade delas é baixo — algo que não deveria ser diferente, afinal (é sempre bom repetir), o título tem caráter mais infantil.

Nesses combates, o jogador pode finalizar o oponente apenas ao usar o botão de bloqueio (L2) e com combos usando o quadrado, triângulo, X e círculo. Inclusive, é simples de desviar das investidas inimigas, pois o jogo indica onde e como eles atacarão. Um contra-ataque fácil contra o Império.

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Por fim, mas não menos importante: as batalhas espaciais. Em missões onde é necessário destruir a Estrela da Morte, por exemplo, os players atiram lasers em espaçonaves inimigas (sendo uma sensação extremamente satisfatória derrubá-las) e desviam de obstáculos com o L1/R1.

Às vezes, é fácil perder a noção de espaço nessas sequências — afinal, o jogador girará sua nave para desviar de tiros. Entretanto, se localizar é igualmente moleza, graças aos indicadores que te direcionam até o oponente.

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A Vingança dos Sith

Graficamente falando, LEGO Star Wars: A Saga Skywalker cumpre o seu dever. Os ambientes são bonitos, as espaçonaves são ainda mais belas, e os personagens têm todo o traço característico de um brinquedo LEGO.

Por outro lado, o desempenho, por vezes, deixa a desejar. Não é raro se deparar com ocasiões onde o cenário se renderiza em meio a uma cutscene. Não só isso, mas as quedas de FPS se mostraram constantes (tanto em cenas, quanto em combates), mesmo no PlayStation 5.

Falando do DualSense, a TT Games adicionou suporte para o feedback tátil: é possível sentir, nas palmas das mãos, os choques entre os sabres de luz, os raios lasers atingindo sua nave… Um ponto positivo no quesito imersão. Entretanto, os gatilhos adaptáveis foram deixados de lado pelos desenvolvedores.

Os controles, aliás, irritam o jogador em muitas ocasiões no gameplay. Isto porque, não é raro a tela indicar uma ação (apertar círculo para acessar uma máquina, por exemplo) e ao pressioná-lo, o personagem executar um comando diferente. É necessário “brigar” com o jogo para fazer o que você queria fazer.

LEGO Star Wars: A Saga Skywalker: vale a pena?

Analise do jogo LEGO Star Wars: The Skywalker Saga

LEGO Star Wars: A Saga Skywalker é uma ode aos fãs da franquia. Toda a essência do universo criado por George Lucas está ali, com a adição do bom humor característico da LEGO. Praticamente um jogo obrigatório para você, caso goste da eterna batalha entre os lados da luz e das trevas.

A campanha dura cerca de 18h, se o jogador focar apenas nas missões principais de cada episódio — esse tempo aumenta consideravelmente, ao realizar as muitas atividades secundárias espalhadas por todos os planetas. Com a ajuda de um amigo no multiplayer local em tela dividida, tudo pode ficar ainda mais dinâmico.

Na PS Store, LEGO Star Wars: A Saga Skywalker está em pré-venda por R$ 229,99 — preço menor em relação aos últimos lançamentos AAA da indústria, que vêm chegando por mais de R$ 300. Resta apenas considerar se o investimento, para o seu caso, será um sabre de luz verde ou vermelho.




8.9

Nota Recebida.



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