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Análise de Life is Strange: Before the Storm EPISÓDIO 2:


Análise de Life is Strange: Before the Storm EPISÓDIO 2:


Nota do editor:
 Por conta da divisão de Life is Strange: Before the Storm em três episódios, o IGN Brasil vai publicar reviews individuais de cada capítulo, sem atribuir notas para cada um. A nota final do game só será divulgada junto ao texto sobre o Episódio 3, ainda sem data de lançamento definida.

Terminei o primeiro capítulo de Life is Strange: Before the Storm, prequel da franquia Life is Strange, com um sentimento agridoce em relação à série episódica da Dontnod. Receosa em relação ao futuro da trama, esperei por dois meses para saber se a história de Chloe Price e Rachel Amber iria se desdobrar e se aprofundar como aconteceu no título original de 2015. Até que, finalmente, o estúdio Deck Nine, responsável pela prequel, lançou o segundo episódio -- e fico aliviada de afirmar que as expectativas foram devidamente supridas.

O capítulo começa mostrando as consequências das nossas ações como Chloe no primeiro episódio, e ao longo da narrativa, vemos outras pontas soltas começarem a se encontrar aos poucos. Como já não há mais a necessidade de apresentar ou reintroduzir personagens, o episódio fica mais dinâmico e finalmente -- como os fãs da franquia Life is Strange esperavam -- traz profundidade emocional aos personagens.

Os pontos positivos do primeiro capítulo se repetem no segundo, com destaque para a trilha sonora impecável da banda Daughter (que fez com que meu coração acelerasse especialmente em "Youth", uma das minhas preferidas do grupo) e a apresentação da personalidade de Rachel. Se no episódio inicial já gostamos da personagem, neste episódio ("Admirável Mundo Novo") nós entendemos e nos identificamos com os sentimentos de Chloe: Rachel é realmente cativante, apaixonante e inesquecível.

Sim, nós sabemos que esse não será um final feliz e tentamos até esquecer que Chloe ainda não sabe da história inteira de Rachel, mas nada disso importa: Before the Storm vai acertando em cheio para que o jogador passe a empatizar com Chloe e amar Rachel da mesma forma que a protagonista o faz.

Outro momento em que a Deck Nine conseguiu se redimir em relação ao episódio 1 foi na questão da falta de cenas memoráveis. O segundo capítulo nos apresenta a situações importantes para a trama, e finalmente ficamos envolvidos nas escolhas de vida de Chloe -- que ao contrário de Max Caulfield, protagonista de Life is Strange, não pode voltar no tempo, o que torna as questões ainda mais delicadas.

Análise de Life is Strange: Before the Storm EPISÓDIO 2:


Mas como nem tudo são rosas, algumas questões citadas no primeiro episódio ficaram ainda mais transparentes em "Admirável Mundo Novo". Talvez por conta da mudança de estúdio do primeiro para o segundo game, a discrepância artística ainda é gritante, especialmente em paisagens com muitas árvores ou objetos, como o Lixão ou Blackwell.

Os únicos elementos que se comparam aos de Life is Strange de 2015 são as aparências de Chloe e Rachel. Essa percepção não estraga o jogo e não leva à conclusão de que os gráficos sejam horríveis, mas a comparação precisa ser feita para os fãs que procuram em Before the Storm a mesma qualidade do título original. A prequel acerta em muitas coisas, mas não honra o belo trabalho artístico do primeiro jogo.

Análise de Life is Strange: Before the Storm EPISÓDIO 2:


Por fim, um questionamento deve ser feito: como a Deck Nine pretende finalizar Before the Storm com apenas mais um capítulo? É compreensível que o game seja mais curto por ser uma prequel, mas o medo de que o roteiro seja finalizado às pressas é grande. A narrativa do segundo episódio se mostrou muito ambiciosa para conseguir amarrar todas as pontas com apenas mais três horas de jogo -- afinal, é o capítulo de encerramento que vai definir se de Before the Storm honra ou não o game original da franquia.

Ainda assim, é um alívio ver melhorias na trama do primeiro para o segundo episódio -- ainda que surjam algumas questões técnicas aqui e ali, que aparentemente não vão se resolver mais. O que podemos esperar é que o último capítulo nos emocione (e nos surpreenda) da mesma forma que o Episódio 5 de Life is Strange o fez.

O VEREDICTO

A melhora na trama de Before the Storm foi significativa, fazendo com que, ao lado de Chloe, o jogador também vá se apaixonando perdidamente por Rachel Amber. Aos poucos, estamos entendendo a obsessão da protagonista em procurar pela amiga no título de 2015, e a marcante trilha sonora da banda Daughter só nos coloca ainda mais imersos nessa história. Mas ainda temos consciência de que somente o terço final de Before the Storm irá dizer se essa prequel faz justiça a Life is Strange.


7

Nota Recebida.



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